Vestibular Estadual 2026: 2º Exame de Qualificação UERJ 2026

O 2º Exame de Qualificação UERJ 2026 representa a segunda etapa do processo seletivo do Vestibular Estadual 2026 e é decisivo para os estudantes que buscam melhorar sua pontuação e garantir uma vaga na universidade. Nesta página, você pode resolver online a prova oficial, praticar em ambiente real e acompanhar seu desempenho de forma rápida, prática e totalmente gratuita.

2º Exame de Qualificação UERJ 2026

Resolva o 2º Exame de Qualificação UERJ 2026 online

2º Exame de Qualificação UERJ 2026 foi aplicado em junho de 2025 e faz parte do Vestibular Estadual 2026, organizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A prova avalia competências em diversas áreas do conhecimento e é essencial para quem busca uma vaga nas principais universidades públicas do estado.

Ao finalizar, você poderá revisar suas respostas e comparar com o gabarito oficial.

📝 Instruções importantes para o 2º Exame de Qualificação UERJ 2026 📝

Para resolver corretamente o exame, é fundamental que você leia atentamente as leituras indicadas nas seguintes seções. Estas leituras estão diretamente relacionadas com as questões do exame:

As questões de números 01 a 08 estão relacionadas a este texto base

Filosofia e ciência, juntas desde a Antiguidade

Quando fiz o ensino médio, em Portugal no final dos anos 1970, o currículo incluía duas disciplinas
obrigatórias: português e filosofia. Creio que ambas continuam obrigatórias por lá. Elas me abriram
horizontes que talvez eu não tivesse alcançado de outra forma.

Um de meus temas favoritos era a filosofia da ciência. Foi assim que tomei conhecimento de Henri
5 Poincaré (1854-1912) e de suas ideias sobre a natureza do raciocínio matemático. A matemática é uma
ciência notável porque é, ao mesmo tempo, dedutiva (rigorosa) e indutiva (criadora de conhecimento):
todos os fatos são consequências lógicas de algumas afirmações fundamentais, chamadas “axiomas”.
Mas os teoremas, como o de Pitágoras, dizem coisas que vão muito além dos axiomas. Como isso é
possível, de onde surge esse conhecimento?

10 Foi na aula de filosofia, e não de matemática, que ouvi falar pela primeira vez dos objetos maravilhosos
que depois seriam chamados “fractais”. A palavra ainda não era conhecida: o livro A geometria fractal da
natureza, de Benoît Mandelbrot (1924-2010), que a criou e popularizou, só foi publicado (em inglês) uns
anos depois. Mas os fractais já assombravam matemáticos e filósofos desde o século XIX. Como não ficar
fascinado com o floco de neve de Helge von Koch (1870-1924), em que todo (!) ponto é uma “esquina”
15 onde não existe reta tangente? Dez anos depois eu me tornaria pesquisador, e a matemática dos fractais
seria (e é até hoje) um de meus maiores interesses de pesquisa.

Como adquirimos conhecimento? E o que podemos conhecer? A realidade é objetiva ou uma mera
representação subjetiva? As questões da epistemologia me ajudaram, anos depois, a entender melhor o
significado da mecânica quântica. As aulas me instigaram a ler mais sobre temas filosóficos, e assim conheci
20 a excelente História da filosofia ocidental, de Bertrand Russell (1872-1970), um dos livros mencionados
quando ele ganhou o prêmio Nobel de Literatura, em 1950. Por meio dele me interessei pelo pensamento
cristão antigo e medieval. Pelos grandes pensadores da Igreja e sua busca pela divindade por meio da
razão aliada à fé. Pelo modo como o humanismo emergiu dessa busca, no fim da Idade Média. Pela nova
aliança entre a ciência e a filosofia, que redesenhou o mundo no Renascimento. A gênese, mais tarde,
25 do Estado-nação e de outras ideias fundamentais que moldaram a história das relações internacionais,
magistralmente contada por Henry Kissinger (1923-2023) em Diplomacia (2012).

Para Russell, a filosofia é uma “terra sem dono” entre a ciência e a teologia: tal como esta, lida com
questões inacessíveis ao método científico, mas usando a razão no lugar do dogma. “A ciência diz-nos
o que sabemos, e é pouco […]; a teologia induz a crer dogmaticamente que temos conhecimento onde
30 realmente só temos ignorância”, explica. “Ensinar a viver sem certeza e sem ser paralisado pela hesitação
é talvez a dádiva mais importante da filosofia do nosso tempo a quem estuda.” Essas palavras de 1945 são
mais relevantes do que nunca em nossos dias.

Linguagens Espanhol. Questão 23 a 27

¿Cómo aplicar las ideas de la filosofía en la vida cotidiana?
El filósofo alemán Wolfram Eilenberger te lo responde

La presencia de la filosofía en nuestra vida cotidiana es más común de lo que creemos. Así lo asegura el
filósofo alemán Wolfram Eilenberger, un apasionado en analizar la conexión de las ideas filosóficas con
situaciones de la política, de la cultura y del deporte.

Eilenberger es editor de la revista alemana Philosophie Magazin y autor de “Tiempo de magos: el gran
5 decenio de la filosofía 1919-1929”, la historia de cómo cuatro “héroes” (como los llama Eilenberger)
revolucionaron la filosofía y cambiaron la forma de entender el mundo. En su libro, explora la vida y el
trabajo de los filósofos Ludwig Wittgenstein, Walter Benjamin, Ernst Cassirer y Martin Heidegger. A
continuación, se presenta una entrevista al referido filósofo.

¿Cómo podemos aplicar ideas de la filosofía en la vida cotidiana?
10 Hay que entender que la filosofía se trata de la vida cotidiana. No es sólo un estudio académico, es una
manera de entender nuestra propia existencia. Y esto es clave para todos. Todos tenemos una filosofía,
está implícito. No hay forma de vivir una vida como seres humanos sin tener una filosofía, que encierra
ideas muy generales de quién soy, quiénes son los otros y cómo fueron las acciones en el pasado y cómo
serán en el futuro. La idea de que la filosofía se puede aplicar en la vida cotidiana no es tan así, sino que la
15 filosofía ya está ahí, siempre estuvo con nosotros y solo tenemos que saber dónde está y cuándo sucede.
En cualquier conversación que tenemos podemos descifrar esto muy fácilmente.

Usted mencionó en el pasado que hay un renacimiento de la filosofía. ¿Por qué y qué significa?
Creo que el giro que está protagonizando la filosofía en la sociedad no ocurre solo en Alemania, también
sucede en Francia, en el mundo anglohablante y, posiblemente, en el mundo hispano. Tiene que ver
20 con el hecho de que la gente entiende que la vida que tenemos en la actualidad no es sostenible. Hay
algo fundamental y pienso que tiene que ser repensada nuestra existencia. Las crisis son una buena
oportunidad para la filosofía.

Usted dijo que “el consumismo no puede satisfacer a los seres humanos”. ¿Qué puede entonces?
Todo lo que le da verdadero valor a nuestra vida ciertamente no lo podemos sostener con la mano. No es
25 algo que podamos producir. Por ejemplo, enamorarnos no es algo que podamos hacer, es algo que nos
sucede. Si te sientes “en casa” o “bien” no es algo que puedas hacer, es algo que te pasa.
Entonces no es solo incorrecto sostener que las cosas que consumimos hacen que nuestra vida sea mejor.
También lo es decir que somos los causantes de provocar nuestro bienestar.

¿Algún consejo para empezar a comprender la filosofía?
30 Creo que un buen comienzo son los libros sobre la vida de los grandes filósofos, que dan una cierta visión
de por qué esos pensamientos eran importantes para ellos, para el medio ambiente, para el tiempo en
el que vivieron. Pienso que hay una especie de timidez en la filosofía. A la gente le da vergüenza decir
que le interesa este tipo de cosas. No hay razón para ser tímido. Y nadie es muy tonto o superficial para
la filosofía. Las personas no se toman en serio a ellas mismas. Tienen que ser valientes en relación con
35 sus propias preguntas y serios en sus propios enfoques. Así, verán que se generarán nuevos espacios que
harán sus vidas y las de todos mucho mejores.

Linguagens Francês. Questão 28 a 32

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À quoi sert la philosophie?

De nos jours, la philosophie est devenue un phénomène de masse. Elle est partout: dans les magazines, sur
internet, dans les forums, à la télévision, dans les cafés. Mais, pour certains, la philosophie est déconnectée
de la vie, elle n’est rien de plus qu’une analyse du langage, une spéculation vide sur l’inconnaissable, un
jeu intellectuel stérile. De ce fait, la plupart des gens pensent que la philosophie est une perte de temps.

5 La philosophie constitue un savoir à partir duquel l’homme peut comprendre le monde et agir sur
sa propre vie. Elle fournit les outils par lesquels il peut découvrir la vérité et utiliser son esprit pour
améliorer sa vie. Sans une explication ou une interprétation du monde qui nous entoure, nous serions
impuissants à agir sur la réalité. Nous ne pourrions pas agir librement pour préserver nos vies ou les
améliorer. Nous devons savoir ce que nous pensons sur les questions philosophiques, parce que nos
10 réponses peuvent influencer sur le cours de nos vies. Plus notre vision du monde est correcte, plus nous
sommes en mesure de comprendre le monde et d’agir en conséquence. Sans cette base solide, toute
action devient suspecte.

Les idées philosophiques sont importantes parce que la vie est importante et que la vie oblige à faire des
choix. Pour que nos choix soient libres, il faut qu’ils soient rationnellement motivés et éclairés. Loin
15 d’être un jeu inutile, la philosophie est donc un facteur fondamental de liberté.
La philosophie doit donc d’abord conduire à une réflexion sur soi-même, sur ses propres opinions: Ai-je
une vision du monde, et laquelle? Quelles sont mes prémisses? Quels sont mes arguments? Suis-je cohérent
avec moi-même?

Tout le monde fait de la philosophie, consciemment ou pas. À la base de toutes les théories philosophiques,
20 il y a des questions légitimes et fondamentales, des questions que tout le monde se pose et qui relèvent
d’un besoin authentique de la conscience humaine: Qu’est-ce que l’Homme? Que puis-je savoir?

L’Homme est un animal doué d’une intelligence, d’un esprit ou d’une raison. Par conséquent il se
distingue de l’animal par une disposition spécifique à penser et à raisonner. Or, la philosophie pose
ces questions fondamentales et tente d’y répondre. Notre cerveau est un peu comme un disque dur. Il
25 absorbe tout ce qu’on lui envoie, le meilleur comme le pire. Mais si on ne le programme pas, on risque
d’en faire une véritable poubelle. Une philosophie non consciente d’elle-même n’évolue pas par manque
de confrontation avec la réalité et peut également parasiter nos actes à cause des préjugés et des idées
fausses qu’elle véhicule.

En philosophie, l’argumentation reste la seule façon de garantir autant que possible la vérité des thèses
30 défendues. D’où l’importance de la rationalité. Nos sens sont notre seule façon d’obtenir des informations
sur le monde. Mais la raison seule nous permet de comprendre la réalité, de justifier nos affirmations et
de maintenir la cohérence au sein de nos connaissances.

Linguagens Inglês. Questão 33 a 37

The critical importance of philosophy
in contemporary life

In an age dominated by rapid technological advances and shifting social paradigms, philosophy often finds
itself sidelined in favor of more immediate and practical concerns. In fact, it’s often criticized as society
has a tendency to view it as of little service today. Yet, its role in contemporary life is not just essential but
transformative.

5 One of the most significant roles philosophy plays in our lives is in the search for meaning. Modern life, with
its pace and distractions, often leaves individuals feeling disconnected or uncertain about their purpose.
Here, philosophy offers a roadmap. Philosophers like Søren Kierkegaard and Jean-Paul Sartre tackled
questions of existential meaning, reminding us that our lives have significance only insofar as we define
it for ourselves. Whether through Stoicism’s emphasis on control or existentialism’s focus on freedom,
10 philosophy provides tools to help us navigate this fundamental question in life. Philosophy is not merely
a theoretical discipline; it is a vital tool for navigating the complexities of modern existence. Thus, from
refining personal beliefs to sharpening our critical thinking, philosophy encompasses different areas,
providing a basis for addressing the issues that shape our lives.

Critical thinking – the ability to analyze and evaluate information, ideas, and arguments – is perhaps one
15 of the most valuable skills philosophy can offer. In today’s world, where information is abundant but often
contradictory or misleading, philosophy trains us to think deeply and logically. This is especially important
nowadays, as we live in an age of social media and instant communication, and emotional appeals are seen
as more relevant than rational discourse.

Ethics, a key area of philosophy, goes hand-in-hand with critical thinking. Philosophy’s engagement with
20 moral questions forces us to confront the complexities of right and wrong. Philosophy challenges us to
examine the principles behind our judgments, helping us make informed, consistent, and fair decisions. This
is particularly important in a multicultural society where ethical norms may vary. Moreover, philosophical
reasoning provides intellectual tools to engage with moral issues and resolve them thoughtfully, making it
an indispensable skill in both personal and professional life.

25 Actually, the modern world faces many moral challenges that transcend national borders, such as
refugee rights, climate justice, and the ethics of global trade. Eventually, philosophers have contributed
significantly to understanding these global issues, reminding us of our shared humanity and responsibility.
By drawing on philosophical insights from diverse traditions, we can develop a more inclusive and ethical
approach to global challenges.

30 All in all, philosophy may seem like an abstract or outdated discipline in the face of contemporary questions,
but it remains an important tool for our existence. It doesn’t just address abstract issues; it is practical in
helping us deal with personal struggles. The Stoic philosophers, for example, developed techniques for
handling life’s challenges with resilience and composure. They taught us that suffering is a part of life, but
how we respond to it is within our control. The Roman philosopher Cicero acknowledges this when he
35 says, “There is, I assure you, a medical art for the soul. It is philosophy, whose aid need not be sought, as in
bodily diseases, from outside ourselves. We must endeavour with all our resources and all our strength to
become capable of doctoring ourselves.”

UERJ 2025 1° exame

Gabarito do 2º Exame de Qualificação UERJ 2026

Gabarito do 2º Exame de Qualificação UERJ 2026
Questão TEXTO BASE
1 A
2 D
3 B
4 A
5 C
6 B
7 D
8 C
Questão LINGUAGENS
9 B
10 A
11 A
12 C
13 D
14 C
15 A
16 B
17 B
18 D
19 C
20 D
21 A
22 B
Questão ESPANHOL
23 B
24 D
25 B
26 A
27 C
Questão FRANCÊS
28 B
29 C
30 A
31 B
32 D
Questão INGLÊS
33 C
34 A
35 A
36 B
37 D
Questão MATEMÁTICA
38 B
39 A
40 C
41 C
42 A
43 D
44 D
Questão CIÊNCIAS DA NATUREZA
45 D
46 C
47 A
48 D
49 A
50 C
51 D
52 B
53 B
54 C
55 A
56 B
Questão CIÊNCIAS HUMANAS
57 A
58 A
59 D
60 D
61 A
62 B
63 C
64 B
65 B
66 D
67 A
68 C
69 C
70 D

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