Vestibular Estadual 2025 – 1º Exame de Qualificação da UERJ: Resolva online!

O 1º Exame de Qualificação da UERJ é uma excelente oportunidade para os estudantes que desejam se preparar para o Vestibular Estadual 2025. Este exame é uma das etapas mais importantes do processo seletivo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Agora, você pode testar seus conhecimentos e praticar de forma conveniente.

1º Exame de Qualificação da UERJ: Resolva online

Em nosso site, oferecemos a chance de resolver o 1º Exame de Qualificação da UERJ online, gratuitamente. Aproveite esta oportunidade para melhorar seu desempenho e aumentar suas chances de sucesso!

1º Exame de Qualificação da UERJ: Resolva online

O tempo disponível para fazer a prova é de quatro horas. Nada mais poderá ser registrado após o término desse prazo.

Será eliminado do Vestibular Estadual 2025 o candidato que, durante a prova, utilizar qualquer meio de obtenção de informações, eletrônico ou não. Não é permitida a consulta ao livro indicado para este Exame.
Será também eliminado o candidato que se ausentar da sala levando consigo qualquer material de prova.

📝 Instruções importantes para o 1º Exame de Qualificação da UERJ 📝

Para resolver corretamente o exame, é fundamental que você leia atentamente as leituras indicadas nas seguintes seções. Estas leituras estão diretamente relacionadas com as questões do exame:

As questões de números 01 a 08 estão relacionadas a este texto base

Mais temidos que leões

“Não há um único animal humilde na Inglaterra que não fuja da sombra do homem, feito uma alma penada do
purgatório. Nenhum mamífero, nenhum peixe, nenhuma ave deixa de fazê-lo. Basta estender o trajeto da sua
caminhada até o barranco de um rio e até os peixes vão disparar para longe de você. É preciso ter feito algo sério,
acredite em mim, para ser temido desse jeito em todos os elementos que existem.”

5 Essas palavras terríveis vêm da boca de um idoso rei Arthur em The once and future king (“O único e
eterno rei”, numa das versões em português), série de romances de fantasia escrito pelo britânico T. H.
White (1906-1964). Os livros, além de recontar o ciclo arturiano com delicadeza e paixão, investigam as
tendências violentas da natureza humana pensando na relação entre a nossa espécie e outros animais. E,
ao menos no que diz respeito ao parágrafo que acabei de citar, White acerta na mosca. Tudo indica que
10 não existe predador mais temido do que o Homo sapiens na face da Terra.

Dados experimentais que corroboram essa ideia vêm de um estudo publicado recentemente na revista
especializada Current biology. O trabalho, coordenado por Liana Zanette, da Universidade Western, no
Canadá, usou um sistema automatizado de câmeras e alto-falantes para tentar quantificar o medo, diante
de ameaças, de uma ampla variedade de mamíferos africanos. Estamos falando de dezenove espécies que
15 são exatamente o que você espera da fauna carismática da savana africana: rinocerontes, girafas, búfalos,
hipopótamos, zebras, leopardos — o sonho de qualquer criança interessada em montar uma coleção de
bichinhos de pelúcia, em suma.

Zanette e seus colegas instalaram seu aparato de pesquisa no Parque Nacional Kruger, uma das mais
importantes áreas protegidas da África do Sul. Os aparelhos foram colocados, durante a estação seca,
20 em torno de water holes — pequenos lagos, às vezes temporários, que são a principal fonte de água para a
fauna da região em períodos de pouca chuva. Muitas espécies diferentes se reúnem em (relativa) paz em
torno dos water holes, de modo que esse tipo de lugar é ideal para estudar as reações de diversos tipos de
mamíferos ao mesmo tempo.

Os alto-falantes em volta dos “bebedouros” reproduziam uma série de sons diferentes: seres humanos
25 conversando em línguas africanas comuns na região, barulho de armas sendo disparadas, cães latindo (os
dois últimos seriam indício claro de uma caçada acontecendo), leões rugindo e vocalizações de aves. As
câmeras, por sua vez, estavam prontas para registrar a reação dos bichos aos sons. Design experimental
mais simples que esse, impossível.

E aconteceu que nada, nem mesmo os sons de disparos ou o rugido de leões, fez mais bichos fugirem,
30 e com maior rapidez, do que ouvir a voz humana. Diante das gravações de conversas entre pessoas, os
visitantes dos water holes tinham probabilidade 200% maior de fugir e se escafediam com velocidade
40% maior do que diante de sons de leões. Praticamente não há exceção para esse padrão, mesmo no
caso de gigantes como os elefantes africanos.

O trabalho corrobora outros estudos em menor escala e deixa claro que o único superpredador global vivo
30 hoje é o ser humano. Como esse tipo de pressão pode afetar a capacidade reprodutiva e de alimentação
dos animais sob estresse, é preciso incorporar esse fato em estratégias de conservação e, com alguma sorte,
mitigá-lo. O mínimo que se espera de um predador tão temível, capaz de compreender as consequências
da própria voracidade, é que tenha alguma moderação e faça jus à alcunha de sapiens.

Linguagens Espanhol. Questão 23 a 27

Los animales tienen más miedo de los humanos que de los leones

Las voces de las personas provocan la huida despavorida de los pobladores de la sabana africana, más que los
gruñidos del rey de la selva. El hecho es que a los animales de la sabana les aterra más oír a humanos charlando
que los gruñidos de los leones. Un grupo de investigadores acaba de demostrar que la práctica totalidad
de las especies echan a correr y más rápido cuando oyen voces que cuando escuchan al gran depredador
5 de la selva.

El león es el mayor depredador de África. Su sola presencia modula el comportamiento del resto de los
animales. Sin embargo, por encima de él están los humanos, que durante milenios han cazado al resto
de seres vivos en una escala que los convierte en los superdepredadores. Un trabajo publicado hace unos
años estimó que la tasa de depredación humana era 10 veces mayor que la de los grandes carnívoros.
10 Partiendo de esta realidad, un grupo de ecólogos quería ver cómo reaccionaban los animales de un
parque a sonidos amenazadores, sobretodo los de humanos.

Los resultados del trabajo son contundentes: tras más de 15 000 vídeos, resulta que los animales muestran
el doble de probabilidad de echar a correr y abandonar los pozos de agua al oír a los humanos que si lo
que escuchan son leones o sonidos de caza. Aunque habría que repetir el experimento en otras partes de
15 África, estudios con voces humanas en otras latitudes ya lo habían demostrado.

La bióloga Liana Zanette, de la Universidad de Ontario Occidental (Canadá), primera autora de la
investigación, lleva años investigando en un campo de la biología animal conocido como la “ecología del
miedo”. Este miedo de los animales, que los humanos del pasado compartían, sigue siendo uno de los
motores de la vida. Que tantos animales se alejen de la posiblemente única fuente de agua que tienen en
20 kilómetros a la redonda en plena temporada seca de la sabana muestra el poder del miedo para moldear
la conducta. “También hemos demostrado en otros trabajos que el miedo en sí mismo puede tener
efectos en cascada con repercusiones a lo largo de toda la cadena alimentaria”, cuenta Zanette.

El también biólogo de la misma universidad canadiense, Michael Clinchy, coautor de esta investigación,
recuerda en una nota: “Existe la creencia de que los animales se acostumbrarán a los humanos si no son
25 cazados. Sin embargo, hemos demostrado que no es así”. De hecho, añade: “el miedo a los humanos
está arraigado y es omnipresente, por lo que debemos empezar a reflexionar sobre esto de cara a la
conservación”.

Si la mera presencia humana, más allá de sus intenciones y acciones, tiene tal impacto, podría abrirse
camino a la idea de prohibir y limitar al mínimo la interacción entre humanos y animales como estrategia
30 conservacionista. No obstante, Zanette advierte de los peligros que una opción tan extrema podría tener:
“Cuando los parques son financiados por los contribuyentes, como en Europa y en América del Norte,
es perfectamente posible cerrar grandes secciones, y así se hace, pero no es una opción en África, porque
no tener visitantes significa que no habrá dinero y que los cazadores furtivos los invadirán, matando a
todos los animales”. Así que, tras recordar lo que supondría, hace una última petición: “Lo peor que les
puede pasar a los parques y áreas protegidas de África es que los turistas dejen de ir, así que dígales a los
lectores que sigan yendo allí y animen a más personas a ir”.

Linguagens Francês. Questão 28 a 32

Bravo à tous! Les humains sont désormais des “super-prédateurs”

Selon une nouvelle étude scientifique parue dans le journal américain Science, notre espèce est si efficace
pour tuer des proies – comparée à d’autres espèces – que nous devrions être considérés comme des
“prédateurs d’exception”.

“Notre technologie méchamment efficace, nos systèmes économiques globaux et notre gestion des
5 ressources qui privilégie les bénéfices à court terme pour l’humanité ont favorisé l’apparition du super-
prédateur humain”, estime l’auteur de l’étude, Chris Darimont, un professeur de géographie à l’Université
de Victoria. “Notre impact est aussi extrême que notre comportement, et la planète porte le fardeau de
notre domination en tant que prédateurs.”

D’après Darimont et son équipe, notre domination perturbe la chaîne alimentaire, en manipulant
10 l’évolution parce que nous laissons vivre les plus petits et plus faibles éléments de la population animale.
Le tout menace la viabilité à long terme des différentes espèces dans le monde entier.

Darimont met en lumière deux facteurs qui ont initialement permis aux humains de dépasser les
prédateurs non-humains: notre symbiose avec les chiens, qui ont rendu la chasse beaucoup plus
efficace, et le développement d’armes, de projectiles et d’autres moyens pour tuer qui nous a épargné
15 de dangereux face-à-face avec la proie. Nous sommes devenus sédentaires, en développant l’agriculture
et l’aquaculture, “ce qui a fait de nous des prédateurs subventionnés”, ajoute-t-il. Le rythme rapide de
notre développement technologique, peu après le développement des premières armes et techniques de
chasse, a fait que les humains ont très vite rejoint la fine fleur des prédateurs sur Terre.

“Les humains ne sont pas des super-prédateurs intelligents”, nous indique Peter Shelley, le président
20 provisoire de la fondation Conservation Law. “Ils en viennent à attraper tout ce qu’ils peuvent, aussi vite
qu’ils le peuvent, sans vraiment se concentrer sur la viabilité à long terme de leurs pratiques.”

“Les pêcheurs n’avaient pas l’habitude de disposer d’une grande précision, mais avec les nouvelles
technologies, n’importe qui est capable d’attraper un poisson”, raconte Shelley. “Ils ont troqué l’habileté
et l’expérience pour des gadgets électroniques qui, pour de nombreuses raisons, sont encore plus efficaces
25 que les journaux de bord.”

Néanmoins, tout prédisposés que nous sommes à tuer sans faire attention aux conséquences sur le
long terme, nous avons aussi fait des efforts pour limiter notre impact sur la terre et dans les océans.
Les restrictions en matière de pêche commerciale et la mise en place de zones naturelles protégées
pourraient endiguer notre soif pour le sang d’autres espèces. L’ampleur et l’application de ces mesures
30 restent toutefois limitées.

D’après Darimont, la clé pour limiter l’impact de l’être humain repose sur notre capacité à réguler les
technologies qui sont à l’origine du problème.

Linguagens Inglês. Questão 33 a 37

Are wild animals afraid of humans?

Crocodiles, sharks, snakes, tigers, lions are but a few of the animals that evoke a sense of fear in humans.
Attacks by these animals are always widely splashed across the media, giving further merit to these fears.
But are we actually more scared of them than they are of us? And do we perhaps have reason to be?

Wild animals are afraid of humans. Studies have shown that even apex predators change their eating
5 patterns and habits when they perceive humans to be around. We are the only super predator that exists
on this planet. Through conditioning, animals have come to instinctually fear our very existence.

In Santa Cruz, California, a study was directed. The scientists wished to determine how much impact
the perception of human presence would have on the predators in the area, namely the mountain lion,
bobcat, opossum, and skunk. The scientists broadcasted human voices in certain areas while they used
10 the sound of tree frogs in other regions as a control. The results were alarming in that the predators
changed their habits more than expected when they perceived humans to be present. Mountain lions
would leave their kill if they heard voices and deliberately avoided the areas where they believed there
was human activity. The skunk and opossum foraged less, and the bobcat became solely nocturnal.

Some might suggest that our upright stance and forward-facing eyes have animals understanding that
15 we are a predator and a threat, but it is more than just how we look that has them running for the hills.
Through centuries of hunting and destroying their habitat, their fear of us has become instinctual. We
are the annihilators, super destroyers of the earth and its wildlife. We have taught animals that we are the
most destructive and deadly species on the planet, and this conditioned them to fear us.

The human population kills nine times as many carnivores as they kill each other and four times more
20 middle food web animals than large carnivores do. We are one of the few animals capable of distorting
ecosystem functioning and eradicating species. In most scenarios, the mere presence of a human will
have wild animals darting away. Even in some extreme situations where animals show aggression, if
humans stand their ground and make noise, the result is often the animal showing one final act of
defiance before they move off back into their natural habitat.

25 But although wild animals will choose to run away most of the time, rather than standing against or going
after us, this is not always the case. A threatened animal will fight against us to defend itself, and chances
are you, with your lack of claws, blunt teeth and squishy body, will come off second best. Despite our
destructive behavior, an unarmed human has almost no defense against an animal. Fear incites violence
and animals will react aggressively if they feel threatened. We might be the mighty super predator, but
30 ultimately we are no match for Mother Nature when she chooses to fight back.

UERJ 2025 1° exame

Gabarito Vestibular Estadual 2025 – 1º Exame de Qualificação da UERJ

GABARITO 1º EXAME DE QUALIFICAÇÃO
Questão TEXTO BASE
1 B
2 D
3 C
4 D
5 A
6 A
7 C
8 B
Questão LINGUAGENS
9 A
10 D
11 B
12 B
13 A
14 A
15 C
16 C
17 D
18 B
19 C
20 D
21 C
22 A
Questão ESPANHOL
23 B
24 D
25 A
26 C
27 D
Questão FRANCÊS
28 C
29 A
30 D
31 D
32 B
Questão INGLÊS
33 A
34 C
35 B
36 D
37 D
Questão MATEMÁTICA
38 B
39 C
40 A
41 A
42 B
43 D
44 C
Questão CIÊNCIAS DA NATUREZA
45 A
46 B
47 C
48 C
49 B
50 D
51 B
52 C
53 A
54 D
55 D
56 A
Questão CIÊNCIAS HUMANAS
57 C
58 D
59 A
60 A
61 D
62 B
63 C
64 C
65 B
66 A
67 D
68 B
69 A
70 D

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